A Apple anunciou o Apple Intelligence, um sistema de inteligência pessoal que promete transformar a forma como interagimos com o iPhone, iPad e Mac. Integrado ao iOS 18, iPadOS 18 e macOS Sequoia, a novidade foi apresentada como uma inteligência que combina o poder dos modelos generativos com o contexto pessoal do usuário, oferecendo recursos úteis e relevantes.
Phil Schiller, um dos executivos da empresa, destacou a abordagem da Apple para a IA:
“Apple Intelligence é a inteligência pessoal que é fundamental para o que nossos produtos podem fazer. Ela é construída sobre a base da privacidade. E ela é a inteligência que entende você e seu mundo, de maneiras que você nunca viu antes.”
Schiller enfatizou que a privacidade foi um pilar fundamental no desenvolvimento. Os modelos da Apple Intelligence funcionam diretamente no dispositivo, aproveitando o poder dos chips Apple Silicon. Para tarefas mais complexas, que exigem maior capacidade de processamento, a empresa criou o Private Cloud Compute. Este sistema expande a capacidade computacional da Apple Intelligence, enviando dados para servidores baseados em chips Apple Silicon. A Apple garante que esses servidores não armazenam dados e que eles são criptografados, garantindo a privacidade das informações.
O que o Apple Intelligence pode fazer?
A nova inteligência pessoal se integra a diversas aplicações e funcionalidades, prometendo otimizar a produtividade e a comunicação. Por exemplo, os recursos de escrita foram aprimorados. O Writing Tools permite revisar, reler e resumir textos em praticamente qualquer lugar onde o usuário escreva, seja no Mail, Notas, Pages ou aplicativos de terceiros. Isso inclui desde a revisão de um e-mail urgente até a criação de rascunhos para projetos.
No aplicativo Mail, a Apple Intelligence introduz o Priority Messages, que destaca as mensagens mais urgentes na caixa de entrada. Além disso, a função Smart Reply sugere respostas rápidas e, se o e-mail for longo, oferece um resumo para o usuário decidir se precisa ler tudo.
A criação de imagens também ganha destaque com o Image Playground. Este recurso, que estará disponível em aplicativos como Mensagens e Pages, permite gerar imagens divertidas em segundos, escolhendo entre três estilos: Animação, Ilustração ou Esboço. O Genmoji, um novo recurso, permite criar emojis personalizados a partir de textos, adaptados ao humor de uma mensagem ou a uma ocasião específica.
A inteligência do sistema também se estende à organização de imagens e vídeos no aplicativo Fotos. O Apple Intelligence facilita a busca por momentos específicos e pode gerar vídeos de memória a partir de descrições textuais.
A Siri, a assistente virtual da Apple, também recebe uma grande atualização. Com a Apple Intelligence, a Siri se torna mais natural, contextualmente relevante e pessoal. Ela agora entende melhor a linguagem, pode manter o contexto das conversas e realizar ações em vários aplicativos. Por exemplo, o usuário pode pedir à Siri para encontrar uma foto específica da amiga ou para reproduzir um podcast mencionado em um e-mail.
Um dos pontos mais comentados foi a integração do ChatGPT. Os usuários podem acessar a inteligência do ChatGPT nos AirPods, com permissão explícita. Este modelo, da OpenAI, será integrado à experiência de escrita em todo o sistema. A Apple afirma que as consultas ao ChatGPT não serão armazenadas e os endereços IP dos usuários serão ocultados, mantendo a privacidade. Além disso, não é necessário ter uma conta ChatGPT para usar a maioria dos recursos, embora a conexão de uma conta existente desbloqueie funcionalidades adicionais.
O Apple Intelligence estará disponível em beta para iPhone 15 Pro, iPhone 15 Pro Max, iPad e Mac com chips M1 e posteriores, a partir do outono americano de 2024. Inicialmente, o sistema será oferecido em inglês americano.