Gareth Edwards, diretor de cinema, em evento da Amazon, falando sobre inteligência artificial e seu uso no cinema.

Gareth Edwards: IA é 'fucking gênio' e 'melhor que CGI'

Por Miguel Viana • 2 min de leitura

O diretor de cinema Gareth Edwards, conhecido por trabalhos como Rogue One: Uma História Star Wars e Jurassic World Rebirth, emergiu como um fervoroso defensor da inteligência artificial generativa na produção cinematográfica. Em um evento recente, Edwards não poupou elogios, descrevendo a IA como uma ferramenta que “fará tudo o que você pedir” e que será “melhor que CGI”.

Edwards fez suas declarações durante o evento “AI on the Lot”, organizado pela Amazon em Culver City, Califórnia. Suas palavras, conforme relatado pelo portal Hollywood Reporter, apontam para uma crença inabalável no potencial transformador da tecnologia para a indústria. Ele compara a IA a uma inovação fundamental para os cineastas.

“Não vejo uma razão para você não se interessar por isso como cineasta. É tão claramente uma ferramenta que pode estar no mesmo nível da câmera. Vai ser melhor que CGI.”

Essa perspectiva de Edwards o coloca em um grupo de cineastas que veem a IA não como uma ameaça, mas como uma evolução natural e poderosa para a criação de conteúdo visual. A comparação com a invenção da câmera sugere uma mudança de paradigma que, em sua visão, pode redefinir os limites da imaginação e da execução no cinema. A promessa de que a IA pode ser “melhor que CGI” implica uma capacidade de gerar efeitos visuais e cenários com um nível de realismo e flexibilidade que as atuais técnicas de computação gráfica ainda não alcançaram plenamente.

A visão de Edwards destaca um ponto crucial sobre o futuro da criatividade assistida por máquinas. Para ele, a IA não é apenas um substituto para tarefas repetitivas, mas uma espécie de “gênio” criativo, capaz de auxiliar em processos complexos e de levar as produções cinematográficas a patamares inéditos. Esse entusiasmo contrasta com as preocupações levantadas por outros setores da indústria, que temem o impacto da IA no emprego e na originalidade artística.

O evento “AI on the Lot” serve como um palco para discussões sobre as oportunidades e desafios que a inteligência artificial apresenta para Hollywood. A declaração de Edwards, com sua franqueza e otimismo, certamente alimentará o debate sobre como a IA será integrada – ou não – ao processo de fazer filmes nos próximos anos. Resta saber se essa “ferramenta” será amplamente abraçada ou se encontrará resistências significativas na terra do cinema.

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