Engenheiro de software do Google, Michele Spagnuolo, sendo acusado de fraude por usar dados internos para apostas

US$ 1,2 mi com dados internos? Engenheiro do Google é preso

Por Miguel Viana • 3 min de leitura

A Intel parece ter encontrado uma alternativa altamente lucrativa para a crise de chips. A gigante passou a vender processadores que, em condições normais, seriam descartados como lixo eletrônico.

Michele Spagnuolo, um engenheiro de software do Google, foi preso e acusado de fraude de commodities, fraude eletrônica e lavagem de dinheiro, segundo comunicado do Departamento de Justiça dos EUA. A acusação é grave: ele teria usado informações confidenciais de buscas internas do Google para lucrar US$ 1,2 milhão em apostas na plataforma Polymarket. As apostas eram sobre quais figuras públicas seriam as mais pesquisadas no Google em 2025.

Cidadão italiano residente na Suíça, Spagnuolo foi detido na quarta-feira e levado a um juiz federal em Nova York, conforme noticiou a BBC. O Departamento de Justiça detalhou que o esquema envolvia “apropriar-se indevidamente de informações confidenciais de seu empregador e usar essas informações para fazer uma série de negociações lucrativas relacionadas ao Google em uma plataforma de mercado de previsões”.

A queixa criminal, que foi tornada pública, aponta que Spagnuolo, sob o nome de usuário “AlphaRaccoon”, realizou apostas na Polymarket sobre as personalidades mais buscadas no Google em 2025. A acusação é clara:

Ao contrário das contrapartes de suas negociações, Spagnuolo conhecia o resultado dessas apostas antes que o público em geral soubesse, porque ele havia acessado dados internos confidenciais e comercialmente valiosos do Google.

Essencialmente, o engenheiro utilizou sua posição e acesso privilegiado a dados internos para obter uma vantagem indevida em um mercado de previsões. Em vez de basear suas apostas em especulações ou análises públicas, ele teria se valido de informações que antecipavam o “resultado” das buscas futuras.

O impacto da quebra de confiança

Este caso ressalta a vulnerabilidade das empresas que lidam com vastas quantidades de dados confidenciais e a importância de salvaguardas rigorosas. Um engenheiro de software, com acesso a informações sensíveis, pode causar um dano significativo não apenas financeiramente, mas também à reputação da companhia. A conduta de Spagnuolo, se comprovada, representa uma quebra de confiança não só com seu empregador, mas também com o público, que espera que seus dados de busca sejam tratados com a máxima privacidade e ética.

A investigação e a prisão foram conduzidas pelo FBI, que monitorou as atividades de Spagnuolo. O desdobramento deste caso certamente trará à tona discussões sobre a segurança de dados internos e a responsabilidade de funcionários que manuseiam informações privilegiadas em grandes corporações de tecnologia. O processo legal agora seguirá seu curso para determinar a extensão das ações de Spagnuolo e as consequências legais.

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