Close-up de placas de circuito e chips de computador, com um brilho azul, simbolizando a tecnologia e a escassez de semicondutores.

Crise de chips afeta Xiaomi e preocupa SpaceX: entenda

Por Anselmo Bispo • 2 min de leitura

A bolha que envolve o mercado de chips parece estar prestes a estourar de vez, ou melhor, a continuar esvaziando. Um relatório pré-IPO da SpaceX revela preocupações com a oferta de chips de inteligência artificial (IA) para seus ambiciosos planos em computação orbital. Enquanto isso, a Xiaomi já sente o baque, com uma queda significativa em seus lucros.

No documento de arquivamento pré-IPO, a empresa de Elon Musk alertou que a disponibilidade atual de chips de IA pode ser insuficiente para suas necessidades de longo prazo. É um sinal claro de que a escassez global dessas peças não é apenas um problema de produção de eletrônicos de consumo, mas pode frear projetos de fronteira tecnológica.

Crise de chips já derruba lucros

Os resultados financeiros do primeiro trimestre de 2026 da Xiaomi mostraram uma queda de 57% no lucro líquido em relação ao mesmo período do ano anterior. O motivo? O aumento dos preços dos chips de memória, um componente vital que tem impactado diretamente os custos de produção da gigante chinesa.

A situação da Xiaomi é um reflexo direto da turbulência no mercado global de semicondutores. Com a demanda superando a oferta e os preços inflacionados, empresas de diversos setores, desde smartphones até veículos elétricos, estão enfrentando desafios para manter suas margens de lucro e suas produções em dia.

Enquanto isso, a NASA avança com planos ambiciosos para a Lua. Em uma webconferência ao vivo, a agência espacial americana detalhou seus planos para instalar uma base lunar. O cronograma inicial começa em 2026 e se estende até 2032, prevendo módulos habitacionais, veículos que percorrem longas distâncias, rovers e uma rede de comunicação avançada.

Em outra frente, a Anvisa aprovou o primeiro “Ozempic brasileiro”, o medicamento Ozivy, da farmacêutica EMS S/A. Trata-se da primeira caneta de semaglutida sintética análoga ao Ozempic, cuja patente expirou em 20 de março. Este desenvolvimento pode ter impactos significativos no mercado farmacêutico nacional, oferecendo uma alternativa mais acessível para o tratamento da obesidade e diabetes.

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