A bolha que envolvia o Instagram Plus acaba de estourar no Brasil. Nesta quinta-feira (4), a plataforma começou a liberar a assinatura opcional no país, prometendo uma experiência com mais controle e funcionalidades extras por R$ 10 mensais. Para quem já está acostumado com a versão gratuita, esta continua firme e forte, sem qualquer alteração.
O que a Meta, empresa-mãe do Instagram, oferece em troca dessa mensalidade? Segundo o comunicado oficial da rede social, os assinantes ganham, entre outras coisas, a possibilidade de manter os Stories ativos por até 48 horas — um salto considerável das habituais 24 horas.
Além de estender o prazo dos conteúdos efêmeros, a assinatura garante uma série de ferramentas que prometem dar mais poder aos usuários, desde personalização até métricas mais aprofundadas. É uma tentativa clara da Meta de diversificar seu modelo de negócios, buscando novas fontes de receita além da publicidade tradicional.

Interface do Instagram Plus em smartphone; nova assinatura opcional custa R$ 10 por mês no mercado brasileiro – Instagram / Divulgação
Recursos extras e personalização
Quem decidir pagar pelo Instagram Plus terá à disposição algumas funcionalidades interessantes. Uma delas é a visualização de Stories de terceiros em modo de prévia oculta, um recurso que permite checar o conteúdo sem registrar a visualização. Além disso, o sistema passa a mostrar quantas vezes seus próprios Stories foram reassistidos, dado que pode ser valioso para criadores de conteúdo.
Para quem busca mais organização e controle de audiência, o pacote permite a criação de múltiplas listas para transmissões restritas. Uma novidade é a barra de busca interna, que facilita a localização de nomes específicos dentro da lista de espectadores dos Stories. No campo da estética, há opções como fontes customizadas para a biografia e a possibilidade de mudar o ícone do aplicativo. Assinantes poderão também fixar até seis publicações no perfil e enviar curtidas animadas em tela cheia, adicionando um toque mais dinâmico às interações.
Um ecossistema de assinaturas a caminho?
A diretora de produtos da Meta, Naomi Gleit, já havia adiantado no final de maio que a versão paga era parte de um plano maior. A executiva mencionou que, em breve, todas as assinaturas da empresa poderão ser gerenciadas em uma central unificada. Esse ecossistema integrado, que está sendo testado sob o nome Meta One, tem como objetivo centralizar os planos pagos de todos os aplicativos da companhia em um único local.
A iniciativa não para por aí. O grupo planeja lançar em breve versões pagas do WhatsApp e do Facebook no mercado nacional. No caso do aplicativo de mensagens, a assinatura deve incluir figurinhas premium, toques personalizados e outras opções de customização, visando atrair usuários dispostos a pagar por recursos extras.
A diversificação de receita é uma estratégia chave para a Meta, que busca reduzir sua dependência da publicidade. Em 2023, a empresa já havia introduzido versões sem anúncios na Europa, indicando um caminho claro em direção aos modelos de assinatura. Essa mudança de foco ocorre em um momento de forte pressão dos investidores, especialmente devido aos altos investimentos da empresa em inteligência artificial.
A Meta tem feito aportes massivos em infraestrutura e novas tecnologias de processamento, e esses gastos são elevados. Segundo dados publicados pelo G1, os investimentos previstos no setor de tecnologia devem variar entre US$ 125 bilhões e US$ 145 bilhões. Em moeda brasileira, isso representa uma faixa entre R$ 630 bilhões e R$ 730 bilhões, demonstrando o tamanho do compromisso da empresa com a inteligência artificial e outras inovações.