Darren Aronofsky em um palco ao ar livre, com o mar e superyachts ao fundo, durante o Festival de Cannes

AI em Cannes: Cineastas se dividem; 'prefiro morrer', diz De

Por Miguel Viana • 2 min de leitura

A Inteligência Artificial continua a ser um campo minado no universo da sétima arte, e o Festival de Cannes se tornou um palco para essa tensão. Em um evento à beira-mar, com o Mediterrâneo ao fundo, o diretor Darren Aronofsky defendeu o uso da tecnologia, em contraste com a postura irredutível de outros grandes nomes, como Guillermo del Toro.

Aronofsky, conhecido por filmes como Cisne Negro, participou do encontro “AI for Talent” na Croisette. Na ocasião, ele pontuou a resistência que a IA ainda enfrenta na indústria.

“Há tanta oposição à IA”, observou Aronofsky.

O diretor tem sido alvo de críticas por sua aproximação com projetos de IA generativa, especialmente através de seu novo estúdio, o Primordial Soup. Esta posição evidencia como a Inteligência Artificial se consolidou como uma das divisões mais marcantes dentro da indústria cinematográfica.

A linha de frente da Inteligência Artificial em Hollywood

Apesar da reticência de muitos, Aronofsky vê a IA como uma ferramenta de expansão criativa. Sua visão é a de que a tecnologia não veio para substituir, mas para complementar o trabalho dos cineastas, abrindo novas possibilidades narrativas e visuais.

O debate em Cannes reflete uma discussão global sobre o papel da IA nas artes. Enquanto alguns veem a tecnologia como uma ameaça aos empregos e à originalidade humana, outros, como Aronofsky, a encaram como um novo “brinquedo” no arsenal criativo.

A resistência à IA é palpável e vem de diversas frentes. Desde roteiristas e atores que temem a automação de seus trabalhos, até diretores que enxergam a tecnologia como um desvirtuamento da essência artística. O ponto de vista de Guillermo del Toro, que já declarou preferir “morrer” a usar a IA, é um exemplo contundente dessa oposição, embora sua fala não tenha sido contextualizada no mesmo evento de Aronofsky.

A questão central, para muitos, é como equilibrar o potencial inovador da IA com a preservação da autoria e do toque humano. Para Aronofsky, a resposta parece ser a de abraçar o novo e explorar os limites do que é possível, expandindo a “caixa de ferramentas cinematográficas”.

A discussão em Cannes, portanto, não é apenas sobre tecnologia, mas sobre o futuro do cinema e a forma como as histórias serão contadas e vivenciadas nas próximas décadas.

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