Imagem de Messi com cabelo azul e óculos, ao lado de um logo do ChatGPT, representando a integração da IA na cultura da Copa.

Copa do Mundo de 2026: IA vai mudar tudo, até o impedimento?

Por Miguel Viana • 3 min de leitura

A Copa do Mundo de 2026, que ainda está longe, já mostra que pode entrar para a história com um apelido particular: a “Copa da IA”. A inteligência artificial desponta como protagonista em diversas frentes, desde a forma como os torcedores interagem com o evento até decisões cruciais em campo.

Uma prévia do que a IA pode fazer viralizou na internet com edições futuristas de jogadores, como Messi com cabelo azul. Além disso, a tecnologia já está sendo experimentada em arbitragens de futebol, especialmente para o temido impedimento, e pode chegar com força total na próxima Copa.

Como o torcedor vai usar IA?

A criatividade e a personalização de conteúdo são áreas onde a IA já está deixando sua marca. Muitos fãs usam ferramentas de inteligência artificial para criar imagens ou vídeos de seus ídolos em situações inusitadas ou futuristas. A imagem de Messi com cabelo azul, por exemplo, foi uma dessas criações que ganhou grande repercussão, mesmo que de brincadeira.

Esse tipo de interação não para por aí. Muitos agora conseguem gerar álbuns de figurinhas virtuais com figurinhas personalizadas, ou criar narrativas alternativas para o que acontece em campo. É um nível de engajamento que vai muito além das redes sociais tradicionais, transformando o próprio torcedor em um produtor de conteúdo cada vez mais sofisticado.

A IA no campo: impedimento semiautomático em teste

A tecnologia não está restrita à criação de conteúdo divertido. O uso da inteligência artificial na arbitragem de futebol é um dos pontos mais debatidos e antecipados para a Copa do Mundo de 2026. A FIFA já vem experimentando o chamado impedimento semiautomático, uma inovação que utiliza câmeras e sensores para detectar a posição dos jogadores com precisão milimétrica.

O sistema funciona com 12 câmeras instaladas no teto dos estádios, que rastreiam 29 pontos diferentes do corpo de cada jogador 50 vezes por segundo. Combinado com um sensor dentro da bola que envia dados 500 vezes por segundo, essa tecnologia permite identificar o momento exato do passe e a posição de impedimento quase instantaneamente. A ideia é reduzir o tempo de revisão do VAR e aumentar a precisão das decisões, minimizando as controversas que tanto afetam o esporte.

O impedimento semiautomático já foi testado em competições como a Copa Árabe e o Mundial de Clubes da FIFA, mostrando resultados promissores. A expectativa é que, até 2026, a tecnologia esteja ainda mais madura e seja uma parte integrante da arbitragem oficial da Copa do Mundo.

O sentimento é de que a próxima Copa do Mundo será um marco, não apenas pelo futebol, mas por consolidar a presença da inteligência artificial em um dos maiores eventos esportivos do planeta.

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