Logo da Meta exibido em um edifício, em uma imagem que representa a presença física e o poder da empresa no mercado de tecnologia.

Meta na nuvem? Zuckerberg admite possibilidade

Por Pedro W. • 3 min de leitura

A Meta, gigante por trás de Facebook e Instagram, pode estar de olho em um novo e lucrativo mercado: a computação em nuvem. A possibilidade foi levantada por ninguém menos que Mark Zuckerberg, CEO da companhia, durante a reunião anual de acionistas nesta quarta-feira (27).

A declaração de Zuckerberg veio em resposta a uma pergunta direta sobre a potencial concorrência com players estabelecidos como Amazon e Microsoft no setor de nuvem. Segundo ele, a ideia de oferecer serviços de infraestrutura e computação em nuvem está “definitivamente na mesa”.

“Definitivamente está na mesa”, disse Zuckerberg, reiterando comentários feitos em um anúncio de resultados no ano passado. Ele observou que, “quase toda semana, há diferentes empresas que vêm até nós de fora perguntando se podemos criar um serviço de API ou perguntando se temos capacidade computacional que eles poderiam comprar de nós com algum prêmio sobre o que compramos”.

Logo da Meta em um prédio

Zuckerberg disse que várias empresas pedem para que a Meta crie sua própria API ou que ceda sua capacidade computacional excedente.

Meta: a exceção entre os gigantes da tecnologia

Entre os quatro grandes hyperscalers norte-americanos, a Meta é a única que ainda não possui seu próprio negócio de infraestrutura e serviços de nuvem. Esse é um contraste notável, especialmente considerando os vultosos investimentos que a empresa tem feito em inteligência artificial (IA), um setor altamente dependente de infraestrutura de computação robusta.

Zuckerberg fez questão de lembrar a Wall Street que a empresa tem a capacidade de alugar alguns de seus recursos computacionais. “Não fizemos isso ainda porque achamos que temos uso para a capacidade computacional”, afirmou o CEO na quarta-feira. Ele adicionou que, “Obviamente, se chegarmos a um ponto em que sentimos que construímos demais, então essa é uma opção que temos, e isso é parcialmente o que nos dá confiança em investir na construção disso.”

Planos para assistentes de IA e monetização

O executivo também abordou os planos da empresa para assistentes pessoais alimentados por IA. Ele já havia detalhado brevemente essa iniciativa em uma reunião anterior com acionistas em abril, após o lançamento do modelo Muse Spark AI da Meta.

Zuckerberg acredita que a monetização desses assistentes pode ser um caminho. “As pessoas serão mais importantes no futuro, não menos, e, como as pessoas inevitavelmente querem obter mais desses agentes, haverá uma oportunidade de cobrar por versões premium ou de alta capacidade computacional”, explicou ele, sugerindo que a infraestrutura de nuvem poderia ser um pilar para esses serviços avançados.

Tags: Meta Mark Zuckerberg computação em nuvem IA data centers

Perguntas Frequentes

A Meta já está no mercado de computação em nuvem?

Não, a Meta é a única entre os quatro grandes hyperscalers norte-americanos que ainda não possui um negócio de infraestrutura e serviços de nuvem.

Por que a Meta consideraria entrar no mercado de nuvem?

Mark Zuckerberg afirmou que a empresa pode entrar no mercado de nuvem se tiver capacidade excedente em seus data centers, especialmente após os pesados investimentos em infraestrutura para IA.

Qual o investimento da Meta em inteligência artificial?

A Meta elevou sua projeção de gastos de capital relacionados à IA para 2026, passando de uma faixa anterior de US$ 115 bilhões a US$ 135 bilhões para entre US$ 125 bilhões e US$ 145 bilhões.

Zuckerberg mencionou a possibilidade de cobrar por serviços de IA?

Sim, ele disse que haverá uma oportunidade de cobrar por versões premium ou de alta capacidade computacional de assistentes de IA, à medida que as pessoas buscarem mais desses agentes.