Close-up do chip RTX Spark da NVIDIA, com detalhes dos componentes e logotipo.

RTX Spark: NVIDIA reinventa o PC com IA em 3nm e Blackwell?

Por Miguel Viana • 3 min de leitura

A NVIDIA acaba de sacudir o mercado de processadores com uma revelação e tanto. Depois de um longo período de especulações e vazamentos, o “Time Verde” oficializou seu novo chip, o RTX Spark, pouco antes da Computex 2026. Este superchip, desenvolvido em parceria com a MediaTek e fabricado no processo de 3 nanômetros da TSMC, promete agitar a disputa contra nomes como Intel, AMD, Qualcomm e Apple, especialmente no segmento mobile e com um foco massivo em inteligência artificial.

O grande diferencial do RTX Spark é sua combinação poderosa: um processador baseado na arquitetura Grace, com 20 núcleos dedicados à eficiência, e uma GPU Blackwell que ostenta 6.144 núcleos CUDA. Essa configuração entrega impressionantes 1 PETAFLOP de desempenho em inteligência artificial no formato FP4, prometendo um salto significativo para o que os PCs são capazes de fazer.

IA local é o grande trunfo do RTX Spark

Um dos aspectos mais impressionantes do RTX Spark é seu suporte para até 128 GB de memória unificada LPDDR5X, com uma largura de banda de 600 GB/s. Essa capacidade robusta permite que modelos avançados de IA e agentes autônomos de até 120 bilhões de parâmetros sejam executados localmente, sem a necessidade de depender da nuvem para processamento. Isso abre um leque de possibilidades para aplicações mais rápidas, seguras e eficientes, diretamente no dispositivo do usuário.

Para Jensen Huang, CEO da NVIDIA, a chegada do RTX Spark simboliza uma verdadeira reinvenção do PC.

"O PC está sendo reinventado. Por 40 anos, você abria aplicativos. Clica. Digita. Com o RTX Spark e o Microsoft Windows, você pede e o PC faz o trabalho. O RTX Spark reúne tudo o que a NVIDIA desenvolveu: CUDA, RTX, nossa plataforma de IA em um único superchip. Agentes locais. Modelos de ponta. Fluxos de trabalho criativos. Jogos RTX. Tudo em um notebook. Esse é o novo PC. O computador pessoal com IA.

Além do foco em produtividade e IA, a NVIDIA também fez questão de demonstrar o potencial do chip em jogos. Durante a apresentação, eles rodaram títulos AAA em resolução 1440p a 100 FPS, diretamente na bateria. Embora o uso de tecnologias como o DLSS (Deep Learning Super Sampling) seja provável para atingir tal desempenho com uma GPU que, de outra forma, seria considerada intermediária, a demonstração serve para sublinhar a versatilidade do chip.

Huang não parou por aí e revelou os planos futuros da empresa. Até o final da década, a NVIDIA pretende lançar mais duas gerações de chips, utilizando as arquiteturas Rubin e Feynman. Essas futuras versões já estão projetadas para trabalhar com memórias LPDDR6, uma próxima geração ainda não lançada, e HBM (High Bandwidth Memory), indicando uma contínua busca por inovações em desempenho e eficiência.

Os primeiros notebooks e mini PCs equipados com o RTX Spark estão previstos para chegar ao mercado na primavera de 2026. Marcas de peso como ASUS, Dell, HP, Lenovo, MSI e Microsoft já estão confirmadas como parceiras para integrar a novidade. A introdução do RTX Spark no cenário mobile levanta questões sobre o futuro das GPUs GeForce discretas nesse segmento, especialmente considerando que a NVIDIA já removeu a divisão de games de seus relatórios fiscais em um movimento anterior.

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